Project Finance

Um project finance pode ser entendido como uma estruturação financeira destinada a projetos de grande porte e de maturação longa, que necessitem de elevado montante de recursos para construção de um determinado ativo, onde a dívida captada, normalmente composta por uma cesta de moedas, será quitada pelo próprio fluxo de caixa futuro deste ativo.

Este fluxo de caixa futuro é firme, isto é, garantido pela empresa demandante do bem, sendo indexado a um índice de inflação ou variação cambial da moeda contratada, variáveis estas conhecidas e definidas no instante inicial, o que permite a característica de autofinanciamento dos projetos no longo prazo.

Tal característica é fundamental, pois desvincula a capacidade financeira da empresa e do projeto, fato este alicerçado pela necessidade de ser criada uma Sociedade de Propósito Específico (ou correlata) para o empreendimento, ampliando as possibilidades de êxito na estruturação do negócio.

Dentre os tipos de ativos característicos para um project finance, destacam-se: linhas de transmissão de energia, navios FPSO, equipamentos industriais específicos, dentre outros.

Os pontos críticos, porém, são muitos e estimados a exaustão na fase de planejamento, pois podem impactar fortemente a modelagem do financiamento.

Imagine o efeito do atraso na construção do bem sobre o fluxo de caixa futuro ou, algo ainda mais agravante, como a empresa demandante passar por condições financeiras, onde não possa mais honrar o contrato realizado.

Para tal, margens de segurança para execução do cronograma e gastos com seguros, como o de lucros cessantes, são alguns dos principais itens a serem considerados.

Por outro lado, é para viabilizar projetos desta natureza que a legislação permite benefícios tributários, onde o campo das engenharias econômico-financeiras começa a ganhar relevância.

Sendo assim, parte deste conjunto de ferramentas estará voltado a maximizar efeitos redutores sobre a base a ser tributada, às vezes interagindo diretamente com o custo da estrutura de capital do negócio, com destaque para:

    • Recuperação de prejuízo acumulado;
    • Utilização de depreciação acelerada, ponderada pela perspectiva de resultado futuro, quando possível;
    • Pagamento de juros sobre capital próprio;
    • Manutenção de um determinado índice de endividamento (índice de cobertura de juros, por exemplo), dentre outros.

De forma simultânea, as engenharias econômico-financeiras buscarão explorar as diferenças cambiais existentes entre a receita e a cesta de moedas que compõe o endividamento, de forma que, a longo prazo, se consigam resultados financeiros positivos, o que contribuirá sobremaneira na viabilidade do projeto.

Interessante apontar que quanto maior a necessidade de capital inicial, maior o efeito das engenharias econômico-financeiras, onde a combinação ótima de fatores propiciará atratividade e competitividade superior para viabilização de um project finance.

Innofinance tem expertise em estudos desta natureza, normalmente viabilizados por project finance, com destaque para os setores de transmissão de energia, privatizações e concessões em geral, além de inovações industriais que alteram significativamente o processo de uma planta já existente.