Indústria de Transformação

Indústrias do segmento de Transformação representam um dos mais complexos modelos de forças do mercado, dado que são fortemente impactadas pela disponibilidade e preço das matérias-primas, bem como pela exigência de preços cada vez menores por parte dos clientes.

De modo geral, tais empresas surgem de uma oportunidade percebida pelos sócios, com base nas condições mercadológicas vigentes.

Ocorre que o crescente dinamismo do mercado acelera as alterações destas condições, abrindo novas oportunidades e/ou estreitando outras.

É este contexto que impõe a necessidade de uma gestão eficiente, isto é, que busque evitar desperdícios e ampliar a assertividade da alocação de capital.

O Centro de Inteligência e Apoio a Gestão foi desenvolvido com base na expertise que a equipe sênior da Innofinance adquiriu em empresas do setor, atuando sob seis pilares principais:

  • Coeficientes de Produção:
    • Em um primeiro momento, a empresa deve ter como meta buscar o benchmarking do segmento, refletido no menor custo de produção possível. Os coeficientes, quando comparáveis, ajudam a identificar os processos que são os atuais pontos críticos da produção (o peso proporcional do consumo de matérias-primas ou insumos se apresenta como distinto do modelo ideal do mercado);
    • Após atingir maior nível de eficiência, o foco deve se dar na procura por alternativas, na cadeia que envolve maquinário e processos, para otimização da produção, demandando, frequentemente, estudos de viabilidade de investimento;
    • Tal procura pode ser suportada via busca de patentes específicas, onde a Innofinance possui parceiro estratégico especialista e reconhecido pela excelência no serviço.
  • Hedge Cambial:
    Operacionalmente, algumas organizações operam com matérias-primas e/ou insumos importados para determinadas linhas de produção. No contexto brasileiro, onde a estabilidade da moeda é relativa, uma proteção da negociação se faz relevante, podendo ser modelada via lucratividade (a depender do montante e do prazo de recebimento) ou via instrumentos específicos de hedge. Do ponto de vista estratégico, a empresa deve ter um Plano para tal linha de produção, a partir de um determinado valor da moeda, se não for possível o repasse do incremento de custo (notadamente, quando se torna mais vantajoso o produto final importado), contemplando o momento exato da descontinuidade da produção ou definição do estoque mínimo para suportar as outras vendas, quando há exigência do cliente por “venda combinada”;

  • Capital de Giro:
    Como já exposto, a organização desse segmento é exposta a elevadas pressões no início e no final de sua cadeia. Assim sendo, a política de estoque (estoque mínimo em função da expectativa de demanda e tempo de ressuprimento) e os prazos de pagamento e recebimento negociados precisam ser monitorados, de forma que situações esporádicas de mercado não ponham em risco a operação, tal qual não gerem redução perene do valor patrimonial da empresa;
  • Pricing Combinado:
    Em muitos casos, a companhia trabalha com portfólio que possui produtos de margem significativa com outros de lucratividade estreita. A venda, contudo, é casada. Por isso, é necessário o desenvolvimento de ferramenta que considere o retorno (Valor Presente Líquido) da venda total. Os custos de produção individuais, já mapeados nos itens acima, somados ao preço de venda, quantidade e prazos de recebimento determinarão se a negociação envolve geração de riqueza ou não;
  • Meta de Custo Fixo Mínimo:
    A gestão precisa estar comprometida com um custo fixo mínimo, que seja de mais fácil adaptação a cenários de mudança no negócio. A visão relativa, por exemplo, da estrutura de back office, permite definição de metas simplificadas, com base no benchmark do setor;
  • Estrutura de Capital versus Engenharias Econômico-Financeiras:
    Indústrias têm como característica registrar um ativo fixo de patamar significativo frente às demais alocações de recurso da operação. Se a empresa for optante do Lucro Real, podem ser elaboradas engenharias de maximização do benefício tributário, sempre alicerçadas à maior geração de riqueza para a empresa, lastreadas em recuperação de prejuízo econômico e estrutura ideal entre equity e dívidas estruturadas.

Importante mencionar que o feeling dos sócios deve seguir como principal driver de valor.

A Innofinance tem por objetivo verificar numericamente se esta visão do negócio faz sentido e apoiar o operacional, via definição de metas claras, a atingir às expectativas mínimas para geração de riqueza crescente e consistente da organização.